Tereza Cristina lança candidatura ao Senado e promete pautar impeachment de ministros do STF
Senadora do PP desafia Davi Alcolumbre e articula frente oposicionista para assumir comando da Casa e forçar embate direto contra o Supremo Tribunal Federal.
Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, Estadão, Folha de S.Paulo, O GLOBO, VEJA). Novos desdobramentos a qualquer momento.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) oficializou sua intenção de disputar a presidência do Senado Federal. O anúncio ocorreu após a confirmação da viagem de Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos e marca um rompimento com a candidatura do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). A eleição para o comando do Legislativo ocorre em 1º de fevereiro de 2027.
Tereza Cristina posiciona sua candidatura como o principal contraponto ao alinhamento entre Alcolumbre e o Palácio do Planalto. O atual presidente do Senado conta com o apoio explícito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sua reeleição. A senadora defende que a escolha deve respeitar os 54 novos parlamentares eleitos, que ainda não foram diplomados, e reforça que o voto será secreto e soberano.
A estratégia da oposição contra o STF
O movimento de Tereza Cristina visa destravar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre já declarou publicamente que não dará andamento a tais solicitações. A oposição, liderada por nomes como Rogério Marinho (PL-RN) e a própria senadora, busca uma candidatura única para enfrentar o atual presidente. O PL, maior bancada da nova legislatura com 29 senadores, avalia se o nome de Tereza é mais viável para atrair votos fora do espectro bolsonarista.
A tensão aumentou após o ministro Alexandre de Moraes determinar a apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro. Tereza Cristina classificou a medida como uma “intimidação arbitrária”. A senadora argumenta que a perseguição política contra adversários do atual governo deve ser combatida. Ela sustenta que a pacificação entre os poderes não virá por meio de decisões judiciais que considera excessivas.
Articulação política e o papel do Centrão
Davi Alcolumbre trabalha para consolidar sua base de apoio ainda esta semana. Ele busca o suporte de partidos como MDB, Republicanos e Podemos. Nos bastidores, circula a informação de que Alcolumbre estaria disposto a discutir um indulto humanitário ou anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso desde agosto de 2025 por tentativa de golpe de Estado. O objetivo seria atrair votos da direita que hoje se sente órfã de representação no comando do Legislativo.
A disputa também envolve interesses de lideranças como Ciro Nogueira (PP-PI). Senadores relatam que Nogueira busca reaproximação com o Planalto via Alcolumbre. O objetivo seria evitar o avanço de investigações do chamado “Caso Master” contra ele. Em troca, o União Brasil apoiaria a recondução de Hugo Motta à presidência da Câmara. A eleição de fevereiro decidirá, na prática, qual grupo terá o poder de pautar ou barrar o destino de ministros do Supremo e o futuro de investigações sensíveis ao sistema político.
O Senado Federal é a única instância com poder constitucional para processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. O impasse jurídico e político entre o Legislativo e o Judiciário escalou após a prisão de Jair Bolsonaro em 2025 e a intensificação de inquéritos conduzidos por Alexandre de Moraes, que se tornaram o centro do debate eleitoral nas casas legislativas.