Presidente do PCO classifica ações de Moraes contra Flávio Bolsonaro como perseguição política
Rui Costa Pimenta afirma que STF exerce ditadura e que medidas contra o senador visam neutralizar força política conquistada nas urnas em 2026.
Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (Brasil 247, Diário do Poder, Estadão, Gazeta do Povo, Poder360). Novos desdobramentos a qualquer momento.
O presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sofre perseguição política por parte do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu após o parlamentar descumprir uma ordem judicial para entregar seus passaportes e deixar o país rumo aos Estados Unidos.
Pimenta argumentou que a medida de Moraes não possui relação com a defesa da democracia. Para o dirigente, a ação reflete um jogo de poder motivado pelos quase 60 milhões de votos recebidos por Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O senador, derrotado no pleito, mantém uma bancada expressiva no Congresso Nacional.
O jogo de poder e o controle do Legislativo
O presidente do PCO destacou que a força parlamentar do grupo político de Flávio Bolsonaro representa uma ameaça direta à atual composição do STF. Segundo Pimenta, a capacidade de articular um processo de impeachment contra ministros da Corte é o verdadeiro motor das decisões judiciais recentes. Ele classificou o cenário como uma ditadura exercida pelo Judiciário.
Sobre a exigência dos passaportes, Pimenta ironizou a amplitude das investigações. Ele afirmou que, se a Polícia Federal decidisse apreender os documentos de todos os envolvidos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, seria necessário alugar um prédio inteiro em Brasília para armazená-los. O dirigente questionou ainda a ausência de medidas similares contra outros agentes públicos.
A defesa de Flávio Bolsonaro, que não entregou os documentos à Polícia Federal, sustenta que o senador não foi condenado por crimes relacionados às suspeitas levantadas. Pimenta reforçou que sua postura não é de apoio ao político, mas de defesa do que chama de interesses democráticos do povo contra o que considera um abuso de autoridade do STF.
A posição do PCO no segundo turno
O dirigente também justificou a orientação de voto nulo dada pelo PCO no segundo turno das eleições de 2026. Na ocasião, a disputa ocorreu entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pimenta afirmou que votar em Lula significaria, na prática, validar a atuação do STF.
O PCO obteve 0,01% dos votos no primeiro turno, somando 15.024 votos entre os 12 candidatos que concorreram ao cargo. A legenda mantém uma linha crítica à aliança entre o PT e a Corte. O partido argumenta que o STF atua como um poder político acima das instituições eleitas pelo voto popular.
O Poder360 e outros veículos buscaram o STF para comentar as declarações de Rui Costa Pimenta. Até o momento, o tribunal não emitiu nota oficial sobre as críticas feitas pelo presidente do PCO. A situação jurídica de Flávio Bolsonaro permanece incerta enquanto o senador se encontra em território norte-americano com sua família.
O embate entre o STF e setores do bolsonarismo escalou após as eleições de 2026, com o aumento das investigações sobre o uso de recursos e a conduta de parlamentares. A decisão de Alexandre de Moraes sobre os passaportes de Flávio Bolsonaro insere-se em um histórico de medidas cautelares — restrições impostas pela Justiça antes de uma sentença final — que visam impedir a evasão de investigados, gerando intenso debate sobre os limites do poder judiciário no país.