Marinho e Tereza Cristina articulam frente contra Alcolumbre pelo comando do Senado
Oposição busca candidatura única para derrotar o atual presidente do Senado, que tenta se aproximar de bolsonaristas prometendo discutir indulto a Bolsonaro.
Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, G1, GZH, ICL Notícias, Valor Econômico). Novos desdobramentos a qualquer momento.
Os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) articulam a formação de uma frente única para disputar a presidência do Senado contra o atual ocupante do cargo, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A estratégia visa consolidar uma candidatura competitiva da direita para o pleito que ocorre em fevereiro de 2027.
Os dois parlamentares analisam quem possui maior viabilidade eleitoral para enfrentar Alcolumbre. Marinho detém a preferência dentro do PL, mas a cúpula da oposição avalia o nome de Tereza Cristina caso o senador potiguar não alcance o número de votos necessário para a vitória. O objetivo central é evitar a hegemonia de Alcolumbre e garantir espaços de poder, como a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A estratégia de sobrevivência de Alcolumbre
Davi Alcolumbre busca a reeleição e tenta neutralizar a oposição com uma pauta de apelo ao bolsonarismo. O presidente do Senado tem sinalizado a interlocutores que defende a concessão de indulto ou anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. A promessa de "pacificação" do país serve como moeda de troca para atrair votos de parlamentares do PL.
O movimento de Alcolumbre inclui a tentativa de conter o avanço de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Aliados do senador afirmam que ele já possui votos suficientes para a reeleição, inclusive com apoio silencioso de integrantes do Partido Liberal. Mesmo assim, Alcolumbre mantém uma agenda intensa de reuniões com bancadas recém-eleitas para garantir a fidelidade dos votos.
Divisões internas e riscos para o PL
A articulação da oposição enfrenta resistência dentro do próprio PL. Parte da bancada teme que o lançamento de uma candidatura própria, caso derrotada, resulte na perda de cargos estratégicos na Mesa Diretora e no comando de comissões temáticas. O senador Guilherme Derrite (PP-SP) já se posicionou publicamente contra a orientação da federação, afirmando que não apoiará Alcolumbre devido à falta de avanço nos pedidos de impeachment contra magistrados do STF.
A disputa revela um cenário de intensa negociação onde o perdão a Bolsonaro é usado como ferramenta política. O histórico recente mostra que o Congresso já aprovou, em maio de 2026, o chamado "PL da Dosimetria", que permitiu a revisão de cálculos de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro. Agora, a discussão sobre anistia representa um patamar mais elevado de tensão entre os Poderes, com o Legislativo buscando retomar protagonismo frente ao Judiciário.
A disputa pelo comando do Senado em 2027 reflete a polarização persistente no Legislativo. Desde 2023, o Congresso debate propostas de anistia ampla, enquanto o STF mantém condenações por atos antidemocráticos. A busca por uma "pacificação" é o argumento central utilizado por Alcolumbre para atrair o apoio da direita e garantir sua permanência na presidência da Casa.