Jato que levou Flávio Bolsonaro aos EUA foi providenciado por assessor da Casa Branca
Investigação aponta auxílio logístico de Jason Miller na fuga do senador. Governo Trump promete acelerar processo de residência permanente para a família.
Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (CNN Brasil, Folha de S.Paulo, O GLOBO, Poder360, R7). Novos desdobramentos a qualquer momento.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou um jato particular providenciado por Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca, para deixar o Brasil após a derrota eleitoral. A operação de fuga, que agora entra no radar da Polícia Federal, contou com logística articulada dentro do governo dos Estados Unidos.
Investigadores apuram como o parlamentar saiu de Brasília e chegou até Foz do Iguaçu, na fronteira com a Argentina. A hipótese principal aponta para a decolagem de uma pista clandestina ou aeródromo privado em propriedades rurais no entorno do Distrito Federal. A PF também investiga se houve suporte financeiro de empresários aliados à família Bolsonaro.
Articulação internacional e status migratório
O governo Trump concedeu ao senador e sua família uma autorização condicional de permanência por até um ano. Esse benefício, geralmente reservado para casos de urgência humanitária, garante a estadia legal do grupo até outubro de 2027. O Departamento de Segurança Interna dos EUA confirmou que o grupo passou por inspeção da Alfândega e Proteção de Fronteiras antes da liberação.
Fontes ligadas à administração americana indicam que Flávio Bolsonaro deve solicitar o green card, o documento que permite residir e trabalhar legalmente no país por tempo indeterminado. O processo deve tramitar com celeridade, seguindo o modelo aplicado ao irmão do senador, Eduardo Bolsonaro, que obteve o benefício em julho deste ano após um período de espera superior a doze meses.
Donald Trump, ao ser questionado sobre o caso, evitou comentários diretos sobre a carta golpista em que Flávio se autodeclarou presidente. O ex-presidente americano limitou-se a dizer que não se envolveria, classificando o pleito brasileiro como uma eleição estranha. A declaração ocorre em meio a investigações brasileiras que atestam a lisura do processo eleitoral.
Investigações da Polícia Federal e riscos ao mandato
A Polícia Federal investiga o senador por lavagem de dinheiro em um inquérito que envolve o advogado Willer Tomaz, que reside nos Estados Unidos desde agosto. Embora Flávio não seja tratado oficialmente como foragido, a corporação apura o descumprimento de uma ordem judicial que exigia a entrega de seus passaportes. A ausência do país sem autorização do STF configura obstrução de justiça.
No Senado, a situação do parlamentar é crítica. O regimento interno da Casa prevê a perda de mandato por excesso de faltas, caso o senador não compareça às sessões deliberativas. O Poder360 aponta que Flávio está próximo de atingir o limite máximo de ausências permitidas, o que pode levar à cassação automática por abandono de cargo.
O custo dessa operação de fuga, que envolve jatos privados e articulações diplomáticas, levanta questionamentos sobre a origem dos recursos. Enquanto o senador se estabelece em solo americano com auxílio de aliados, o patrimônio público brasileiro segue sob escrutínio, com a PF buscando identificar quais empresários financiaram a logística da saída do país.
Flávio Bolsonaro é alvo de investigações sobre desvios de verbas parlamentares e lavagem de dinheiro, com desdobramentos que atingem o núcleo central da família. A fuga para os Estados Unidos ocorre em um momento de isolamento político e pressão crescente do Poder Judiciário brasileiro, que buscava restringir a circulação do senador para garantir o andamento dos processos criminais.