Congresso aprova aumento do adicional de fronteira para R$ 191 diários

Nova lei beneficia servidores de diversas áreas na Amazônia Legal e regiões estratégicas. Medida segue para sanção presidencial após votação no Legislativo.

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Congresso aprova aumento do adicional de fronteira para R$ 191 diários
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Informações de última hora confirmadas simultaneamente por múltiplos veículos de imprensa (Folha de S.Paulo, Portal da Câmara dos Deputados, Senado, Sindireceita, Valor Econômico). Novos desdobramentos a qualquer momento.

O Congresso Nacional aprovou nesta terça-feira, 28 de outubro de 2026, o projeto de lei de conversão da Medida Provisória 1.375/2026. A nova regra eleva o valor do adicional de fronteira de R$ 91 para R$ 191 por dia. O benefício entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2027.

A medida alcança servidores do INSS, agências reguladoras, Suframa, fiscais agropecuários, professores e técnicos de instituições federais de ensino. Também estão incluídos policiais civis e servidores dos antigos territórios federais do Amapá, Roraima e Rondônia. O texto segue agora para a sanção do presidente da República.

Ampliação para a Amazônia Legal

O projeto estende o pagamento da indenização para municípios da Amazônia Legal. A regra vale mesmo para cidades fora da faixa de fronteira, desde que enfrentem dificuldades de fixação de pessoal e atuem no combate a crimes transfronteiriços. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos definirá a lista oficial de cidades beneficiadas.

Uma vez reconhecida a localidade, todos os servidores das carreiras listadas que trabalharem no local recebem o valor. A norma dispensa a necessidade de comprovação individual de atuação direta em campo. O relator da proposta, senador Eduardo Gomes (PL-TO), defendeu que os desafios de manter servidores nessas regiões não se limitam à linha divisória entre países.

O senador Chico Rodrigues (PSB-RR) destacou a falta de infraestrutura e as condições insalubres de trabalho. Para ele, o aumento é necessário para tornar a presença de profissionais essenciais mais atrativa. O governo sustenta que a medida garante segurança jurídica e estimula a fixação de efetivo em áreas estratégicas.

O senador Eduardo Gomes (PL-TO), relator da medida, defendeu a ampliação do benefício.
O senador Eduardo Gomes (PL-TO), relator da medida, defendeu a ampliação do benefício. (Foto: Agência Senado)

Mudanças administrativas e compensação

A votação na Câmara dos Deputados incluiu outras categorias na lista de beneficiários. O texto também permite que servidores alcançados pelas emendas constitucionais 79 e 98 optem por integrar quadros em extinção da administração pública federal. Essa regra segue o que determina a Lei 15.367/26.

A proposta transforma 254 cargos vagos de agente administrativo do Ministério da Fazenda em 50 cargos de inspetor federal do mercado de capitais. Estes novos postos serão destinados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O governo afirma que a mudança não gera despesas extras aos cofres públicos, pois a criação é compensada pela extinção dos cargos anteriores.

O projeto permite ainda o acúmulo da indenização com diárias de viagens a serviço. A criação de uma relação única de localidades estratégicas visa assegurar tratamento igualitário entre carreiras que atuam no mesmo município. A medida busca evitar disparidades salariais entre diferentes órgãos que operam na mesma região de risco.

📌 CONTEXTO E ANTECEDENTES

O adicional de fronteira foi criado para compensar a rotatividade de servidores em áreas remotas e de difícil acesso. Historicamente, o valor defasado gerava críticas sindicais sobre a falta de incentivo para a permanência de quadros técnicos. A atual gestão federal utilizou a Medida Provisória 1.375 para acelerar a correção, visando reforçar a fiscalização e a segurança nas regiões de divisa e na Amazônia Legal.